Relíquias. As do dia-a-dia. Sentidos. Os pulsantes. Luzes. Os excessos das sombras. É quase sempre de verdade, quase nunca por inteiro e, com sorte, com alguma sujeira final pra polir... Intentos. Os desde criança. Açúcares. Os que amarguem no final. Topos. Os de cume desconfortável. Vergonhas cantadas em coretos centrais, pintadas de nu pra parecer espontâneo. Colaborações. As de gosto, por favor!

domingo, junho 25, 2006

Sabias que antes de criar, Deus aprendeu a amar?


I

Segundo uns, com os próprios homens...
Ah... os homens lhe deram uma grande lição... Como era gozado aquele homenzarrão quase sem cabelos, quase sem dentes, quase sem palavras, ávido por aprender o último segredo que ainda lhe faltava. Resolveram negociar. Percebiam o tamanho do empreendimento que tinham em mãos; ensinariam o velhote a amar se em troca ele lhes desse, ao menos, uma história bonita pra contar e explicar como haviam sido criados, já que nenhum deles ali se lembrava ao certo.
Assim ambas as partes estavam felizes. E eles, os homens, estariam prontos a assumirem suas responsabilidades perante Deus. Nada mais de pensar em pixar os muros que ele ainda haveria de criar e muito menos, comparar o filho único que ele ainda teria àquele animal delicado que salta pelas selvas...
O trabalho iniciado, os homens preferiram deixá-lo pensar que ele havia sido responsável pela grande idéia da Obra de sete dias... Os méritos, já se sabia, ficariam todos para Deus. Mas também ficariam as pragas se tudo desse errado, o trabalho de reconstrução se algo necessitasse de reparo, os pedidos e reclamações da população presente na então Criação, os “ais” e lamentos e dores... enfim, tudo que envolve uma criação a partir do momento do parto.
Eles se sentaram em longas filas, muito próximos, para assitir ao exaustivo labor em que o Grande se empenhava. Procurou ele o melhor barro, fez de suas mãos o melhor instrumento de entalhe, esperou pacientemente o melhor tempo, colocou seus bonequinhos medíocres lado a lado, ombro a ombro ao sol para secar, quando...
...Espertos e cheios de esmero, os homens se fizeram novamente burros e preferiram dormir cinco minutinhos a mais naquele sétimo dia, só pra terem o gostinho de serem acordados pelo Deus iludido da Criação dos mesmos...

Um comentário:

Beatriz Galvão disse...

PHODIDO!!!!